Atrativos Históricos e Culturais

2.1- O CASTELINHO, localizado no centro do município, foi construído por Thomaz Herrera, entre 1905 e 1914, quando foi interrompida em função da 1ª Guerra Mundial. Thomaz Herrera mandou construir o prédio em estilo europeu para receber sua amada Virgínia, sobrinha de um imperador austríaco. O material da construção foi importado da Europa, incluindo instalações inexistentes na região, como água encanada e energia elétrica. Thomaz Herrera era um grande comerciante espanhol, porém, com a chegada da guerra e a recessão, seu comércio abriu falência. Mudou-se para Concepción, Paraguai, quando Celso Teixeira Codorniz (pai do atual morador) adquiriu o imóvel. A torre do edifício tem características medievais inglesas, com tijolos maciços aparelhados revestidos por um determinado tipo de reboco inexistente na região. Foram utilizados materiais como mármore de Carrara e vitral francês. O leito do casal veio da Espanha.
Localização: Rua Dr. Corrêa, 464, centro

2.2- O PRÉDIO JORGE ABRÃO, antigamente denominado Prefeitura Cuê - que tem o significado de Prefeitura Velha - foi construído entre 1920 e 1922, pelo uruguaio José Grosso Ledesma, para abrigar a sede da Prefeitura Municipal e, posteriormente, no pavimento térreo funcionou a Escola Thomaz Laranjeira. O edifício retrata o poder econômico da época no município, período de grande desenvolvimento econômico e cultural para o Estado. Na década de 1980, o prédio quase foi destruído por conta das obras do dique que circunda a cidade. A edificação é isolada em dois pavimentos, simétrica, planta em U. fundação e alvenaria estrutural de tijolo maciço e concreto revestidos de argamassa, aberturas com quadros e vedos de madeira, telhas de barro e piso de madeira.
Localização: Rua Cel. Pedro Celestino, s/nº, centro.

2.3- O MUSEU JAIME ANÍBAL BARRERA - também denominado “Padaria Velha” - foi edificado entre 1927 e 1928 pelos construtores espanhóis Canellas e Abelardo sob as ordens de Jaime Aníbal Barrera para abrigar a padaria e o moinho de trigo. Em 1954, foi adquirida pela Cooperativa Florestal Brasileira S/A e em 1978 entregue ao estado de Mato Grosso do Sul como pagamento de dívidas da cooperativa. Em 2004 foi restaurado e inaugurado o Prédio do Museu Dom Jaime Aníbal Barrera, com o maior acervo histórico e cultural do município. Em 2005, inaugurou-se um espaço alternativo, ao lado do Museu, denominado Bar do Museu, para a realização de eventos, vernissage e exposições.
Localização: Rua: Dr. Costa Marques esq. c/ Rua General Antônio Maria Coelho, s/nº

2.4- A ESCOLA NOSSA SENHORA IMACULADA CONCEIÇÃO - antigo Colégio Nossa Senhora das Graças - atual escola profissionalizante, foi construído por Timóteo Raquel e, posteriormente, ampliado pela Cooperativa Florestal Brasileira S/A. Em 1950, foi fundada a Congregação das Franciscanas da Imaculada Conceição de Maria de Bonlanden que assumiram a direção do colégio. Possui edificação acantoada, alvenaria estrutural de tijolo maciço com revestimento de argamassa, forro em estuque e cobertura com estrutura de madeira e telhas de barro. O último ano letivo do Colégio foi em 1977, permanecendo desocupada até 1982, quando serviu de abrigo provisório para vinte famílias durante a enchente do Rio Paraguai. Atualmente o prédio pertence à Paróquia Sagrado Coração de Jesus, porém é cedido a Prefeitura Municipal para a realização de Projetos e Programas Sociais.
Localização: Rua Dr. Costa Marques esq. c/ Rua Alfredo Pinto, s/nº - centro.

2.5 – A PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS foi fundada em 04 de abril de 1924, inicialmente atendida pelos membros da Cúria da Diocese dos franciscanos de Corumbá. A Matriz foi solenemente inaugurada em primeiro de janeiro de 1939. Em 27 de setembro de 1940 voltou aos cuidados dos padres franciscanos que executaram reforma em 1953, deixando-o com a configuração atual, inspirada no ecletismo.
Localização: Rua 13 de Maio, 385 - Centro

2.6 – O TRENZINHO, também denominada antiga Locomotiva, foi utilizado para transporte da erva-mate, do quilometro 18 até o depósito na barranca do Rio Paraguai, onde se encontra o prédio do Cine Teatro Murtinhense. Hoje, é a representação simbólica do Ciclo da Erva-Mate e encontra-se na praça central Thomaz Laranjeira.
Localização: Praça Thomaz Laranjeira em frente á Praça de Eventos centro

2.7 – Edificação IRENE RIBEIRO -
Construída por Ubaldino Pereira da Cruz Sobrinho, agente da Bacia do Prata, provavelmente à época da antiga prefeitura (década de 20). Em 1979 abrigou o cartório do 1° ofício. Embasamento em soco com abertura e degrau. Corpo com aberturas de portas em arco pleno com moldura de arquivolta, bandeiras em leque. Coroamento composto por arquitrave, friso liso, cornija e muro de atiço com balaustrada e platibanda intercaladas. Inspiração no ecletismo. Edificação acantoada com Fundação e alvenaria estrutural de tijolo maciço com revestimento de argamassa. Cobertura com estrutura de madeira e telhas de barro.
Localização: Rua Cel. Pedro Celestino - Centro

2.8 – Edificação ISMAIL ALI ALOUIE -
Erigida entre 1910 e 1920 por Vitor Portilho Lacrosta. Sediou a Cooperativa dos Industriários Murtinhenses, composta por sócios da Cooperativa Florestal Brasileira S/A e posteriormente pertenceu a Vitor Armando Santo e Silva. Atualmente integra o espólio de Ismail Ali Alouie. Embasamento em soco com aberturas degraus. Corpo com aberturas retangulares de portais com moldura de verga em volutas. Coroamento com arquitrave, friso liso, cornija e muro de atiço em platibanda. De inspiração eclética.
Localização: Rua Dr. Correa – Centro

2.9- Edificação RAFAEL CORTADA CODORNIZ - edificada aproximadamente em 1905, sob as ordens de Manoel Vidal para abrigar o Hotel Continental. Posteriormente foi pousada, comércio, bicicletaria e açougue, quando foi adquirida por Celso Teixeira Codorniz. Atualmente pertence a seu filho Rafael Cortada Codorniz, com uso comercial e residencial. Embasamento em dado com pequenos pedestais para pilastras emparelhadas com moldura no fuste e capitel em inspiração coríntia. Aberturas retangulares de portas e janelas emolduradas, encimadas por molduras de sobreverga. Coroamento com arquitrave, friso, cornija e muro de ático em platibanda com arremate de coroamento de vasos, alinhados às pilastras. Inspiração no ecletismo.
Localização: Rua Dr. Correa – Centro

2.10 – Edificação ASSISTÊNCIA SOCIAL - Construída em 1928 pelo então Estado de Mato Grosso - em terreno doado pela Prefeitura Municipal – abrigou a delegacia e cadeia municipal. Posteriormente foi escola e atualmente, nela funciona a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania. Fachada simétrica e planta em U. e fundação e alvenaria estrutural com revestimento de argamassa. Cobertura, originalmente, em estrutura de madeira e telhas de barro.
Localização: Rua Dr. Costa Marques - Centro

2.11 – Edificação THOMAZ LARANJEIRA - Edificada entre 1942 e 1944 a antiga Escola Reunidas foi fundada em 1939. Atualmente abriga a Escola Municipal de Educação Infantil. Possui corpo principal com abertura de portal emoldurado e sobreverga, alas laterais com janelas altas.
Localização: Rua Cel. Ponce – Centro

2.12 – Edificação FRANCISCO MARIA PASTORE – Construída em 1914 pelo uruguaio Iclsias - para uso comercial e residencial - atualmente pertence a Francisco Maria Pastore que adquiriu o imóvel do proprietário original. No tímpano lê–se a epígrafe original: “Casa fundada em 1914 por Miguel Ayub”.
Localização: Av. Rio Branco – Centro

2.13 – Edificação CELSO TEIXEIRA CODORNIZ – Edificada na década de 30 por Celso Teixeira Codorniz para uso residencial. Atualmente pertence a seu filho Rafael Cortada Codorniz. Corpo em trama de pilastras emparelhadas com apliques de ornamentação. Aberturas retangulares de portal central e janelas laterais, arremate em cimalha de telha e aberturas com quadro e vedos de madeira, vidro e metal.
Localização: Rua Dr. Correa - Centro

2.14 – Edificação SINDICATO RURAL PATRONAL - Construída aproximadamente em 1892, sob as ordens de Mário Mendes. Posteriormente pertenceu aos irmãos René e Oswaldo Mendes Gonçalves que venderam a Moacyr Ayub. Atualmente é a sede do Sindicato Rural Patronal de Porto Murtinho. Corpo originalmente sem revestimento, com tijolos aparentes, aberturas retangulares de portas e janelas com faixa curva em sobrearco. Coroamento com frontão triangular e aparelho de tacos – prismáticos. Edificação isolada. Fundação e alvenaria estrutural de tijolo maciço, quadros e vedos de madeira e vidro. Cobertura com estrutura de madeira e zinco.
Localização: Rua Cap. Cantalice, 435 – Bairro Florestal

2.15 – CINE-TEATRO MURTINHENSE NEY MACHADO MESQUITA – Construído no período de colonização do município de Porto Murtinho servia como depósito da erva-mate que era extraída da região sul do estado e transportada através do porto de embarque da cidade. Posteriormente, no local funcionou o Cine Bar Murtinhense, onde a sociedade se reunia para desfrutar de lazer e entretenimento, entrando em contato com o mundo através da magia do cinema. O local funcionava como um instrumento de informação e divulgação cultural na cidade. Hoje, após restauração, abriga um Anfiteatro onde são realizados eventos de pequeno e médio porte. Por sua localização às margens do Rio Paraguai, o Cine Teatro possibilita aos visitantes uma belíssima vista do Rio Paraguai.
Localização: Rua Cel. Pedro Celestino – Centro

2.16- Edificação NELSON CINTRA RIBEIRO – Inicialmente, no local existia uma oficina de ferraria que servia para construir as alçaprimas que na época eram utilizadas para transportar a Erva (Ciclo da Erva-Mate) e mais tarde no transporte da madeira Quebracho (Ciclo do Tanino). O prédio foi construído na década de 30 e segue a linha da maioria das construções da cidade utilizando o tijolo maciço revestido com argamassa, estrutura de metal e vidro nas janelas e portas e cobertura com estrutura de madeira e telhas de barro. Construção que também é resultado das épocas prósperas dos ciclos econômicos que marcaram o desenvolvimento de Porto Murtinho.
Localização: Av. Rio Branco, s/n° - Centro

2.17 – PRAÇA DO TERERÉ -
local de lazer localizado na Beira do Rio Paraguai. Recebeu este nome pelo hábito da comunidade tomar a bebida denominada tereré, feita de erva-mate. No centro da Praça existe uma guampa grande simbolizando a bebida e um bebedouro para atender aqueles que desejam experimentá-la.
Localização: Rua Cel. Pedro Celestino, s/nº Centro

2.18 – CHAMINÉ DA FLORESTAL BRASILEIRA: em 1.934 - numa região próxima a Porto Murtinho - foi descoberta, por imigrantes portugueses, a madeira quebracho. Do quebracho extraía-se a matéria-prima do tanino, substância essa utilizada na fabricação de produtos químicos e curtição do couro e tecidos, muito requisitada em países da Europa. Tal descoberta levou os imigrantes a criar a Florestal Brasileira s/a, com o intuito de fazer a industrialização do tanino. A fábrica foi instalada por um consórcio do Governo Alemão, no período de 1.939 a 1.943 e empregou cerca de duas mil pessoas do processo de extração à ao processo de industrialização. A atividade alcançou grande sucesso econômico, os imigrantes portugueses e alemães acabaram por se instalar na cidade e, mais tarde, instalaram, 50 km rio abaixo, outra fábrica de tanino chamada Quebracho Brasil s/a com um corpo de funcionários de aproximadamente 800 pessoas. A prosperidade das duas empresas atraiu brasileiros vindos do Nordeste, Oeste Paulista e Norte de Mato Grosso, ocasionando aumento populacional. O encerramento das atividades do tanino se deu por vários motivos, dentre eles uma campanha de reflorestamento do Governo Federal, a distância em que as florestas foram tomando e o surgimento do tanino sintético. As duas fábricas, Florestal Brasileira s/a e Quebracho Brasil s/a, encerraram suas atividades na década de 70. E assim, as indústrias foram abandonadas por seus proprietários e os prédios onde funcionavam permanecem até os dias de hoje.
Localização: Prolongamento da Rua Tiradentes / Antiga Florestal, s/nº - Centro

2.19 - SALADERO CUÊ: inaugurado em 1.917, o Saladeiro – fábrica de charque de propriedade do uruguaio José Grosso de Ledesma – instalou-se em Porto Murtinho construindo uma infra-estrutura composta por seis chalés da diretoria e vila operária. A empresa se localizava no atual destacamento Barranco Branco (Exército Brasileiro), mas por volta de 1.912 foi transferido para a cidade no local onde atualmente funciona o Hotel “Saladeiro Cuê”. Este estabelecimento abatia diariamente cerca de cem reses e empregava pelo menos cem pessoas, tanto que a partir do século XX tornou-se uma das principais atividades econômicas da região. Os produtos eram exportados para o Rio de Janeiro, Nordeste do Brasil e também Europa, mas, o herdeiro Mozart de Ledesma perdeu interesse pela charqueada e acabou por fechar a indústria em meados de 1.930. Mais tarde, Baldomero Cortada Filho – comerciante em Porto Murtinho – arrendou o Saladeiro e reiniciou as atividades num momento de crise, em que os fazendeiros locais não estavam tendo como comercializar o gado. Novamente a indústria não deu certo e encerrou definitivamente suas atividades aproximadamente e 1.937, por não ser mais lucrativa, devido à concorrência, aos avanços tecnológicos e ao início da exploração do quebracho.
Localização: Prolongamento da Rua Cel. Pedro Celestino, s/nº - Faz. Saladeiro

2.20- MONUMENTO “TOURO CANDIL
” O “Touro Candil” é um folclore herdado da cultura hispano-americana e constitui uma manifestação popular inédita, que recebeu uma nova leitura com a essência da cultura sul matogrossense. Tornou-se um grande produto de divulgação da cultura e fomento ao turismo. Única do gênero no Estado de MS, a apresentação impressiona pelo misto de crenças, costumes e religião representados na arte da dança e do teatro causando um verdadeiro encantamento ao público. O resgate do Touro Candil se dá através de um duelo entre seus supostos filhos: o Touro Bandido e Touro Encantado. Vários personagens compõem a apresentação: CAMBA RALANGÁ (figura do negro), LOS MASCARITAS (figura dos mascarados), PAJÉ (figura do índio), a VIRGEM DE CAACUPÊ (Figura de Nossa Senhora), Dançarinas Paraguaias e a figura dos Touros que durante as apresentações tentam convencer o público de Quem é o verdadeiro Filho do garndioso Touro Candil. O Desafio dos Touros em Porto Murtinho é realizado anualmente durante o Festival Internacional de Porto Murtinho que engloba Cultura, Turismo e Pesca. A representatividade demonstra os costumes e tradições da comunidade murtinhense.
Localização: Av. Laranjeira às Margens do Rio Paraguai – Centro

2.21- MONUMENTO “O PIONEIRO”
– Homenagem aos colonizadores de Porto Murtinho que contribuíram para a formação e o desenvolvimento da cidade e marcaram época construindo a historia do município. São eles imigrantes vindos de todo o então Estado de Mato Grosso, Comerciantes atraídos pela prosperidade que se desenhava naquele momento, Gaúchos e Paraguaios atraídos pelo cultivo, manejo e exportação da erva-mate e Uruguaios e Alemães, no período econômico do Ciclo do Charque e do Tanino, que originaram a arquitetura e trouxeram os avanços tecnológicos da época.
Localização: Av. Laranjeira em frente ao Pólo Universitário – Centro

2.22- MONUMENTO “O PANTANAL” – PRAÇA DOS TUIUIÚS
– Homenagem ao Santuário Ecológico considerado pela UNESCO Patrimônio Natural e Reserva da Biosfera e um dos mais importantes ecossistemas mundiais com aproximadamente 250 mil km² de extensão. Engloba os Estados Brasileiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e os Países sul-americanos Paraguai e Bolívia. Na região de Porto Murtinho existe o Pantanal do Nabileque que é uma das oito sub-regiões do Complexo do Pantanal, localizada no Pantanal Sul de Mato Grosso do Sul. Fica entre a serra da bodoquena e o rio Paraguai, incluindo a bacia do rio nabileque. Situa-se numa das regiões mais ricas em fauna e flora, ficando ao longo do Rio Paraguai que é cercado por uma impresonante vegetação, repleta de jacarandás, camalotes, caraguatás e outras plantas nativas. A região fica encravada entre serras e o Turismo de Pesca é uma das atividade econômicas desenvolvidadas. Pela beleza encontrada, o local mais do que uma referência é também um convite à reflexão da importância da preservação ambiental para a humanidade.
Localização: Rua Cel. Pedro Celestino às Margens do Rio Paraguai – Centro.

2.23- MONUMENTO AO AGUATERO – Homenagem ao criativo e honrado trabalhador conhecido como AGUATERO que soube fazer proveito das águas do rio Paraguai para sustentar sua família. Com apenas um jumento, uma carroça, um tambor e um latão o nobre AGUATERO fez do hábito de vender água à comunidade uma profissão para criar seus filhos com honestidade. Hoje, com a chegada do Progresso, tudo se transformou e vivemos a era da tecnologia, da informação, da permissividade e da crise de identidade. Portanto, nada mais oportuno que recontar a história, através dos monumentos, homenageando a figura do AGUATERO.
Localização: Av. Rio Branco, s/n° - Centro

2.24- MONUMENTO AO CHALANEIRO – A Chalana é uma pequena embarcação, movida a remo, muito utilizada pelos turistas para a travessia do Rio Paraguai até a Ilha Margarida onde é possível adquirir produtos importados. Além de um meio de transporte seguro, a chalana simboliza a perfeita sintonia existente na região entre o Brasil e o Paraguai, Ela é inspiradora. Ao deslizar mansamente entre os camalotes, vai encantando compositores, escritores e poetas. A música chalana, por exemplo, de Mario Zan e Arlindo Pinto, interpretada por Almir Sater ficou famosa e conhecida por todo o País. Conduzida por homens, mulheres e crianças num eterno vai e vem vai garantindo a sobrevivência de muitas famílias. Cruzar o rio Paraguai numa chalana a remo com a suave brisa em seu rosto testemunhando a dança dos camalotes é ter a sensação de estar flutuando em direção ao infinito. Homenagear o chalaneiro, portanto é prestar um culto aos heróis do rio que fazem da arte de flutuar sobre as águas um ganho digno para o sustento familiar.
Localização: Av. Rio Branco, s/n° - Centro

2.25- MONUMENTO AO LENHADOR – A densa floresta constituída de espécies nobres como a madeira quebracho, aroeira, piuva, angico, etc. Impulsionou o aparecimento de uma importante atividade econômica que movimentou um batalhão de carroceiros conhecido como LENHADOR. O processo de produção da lenha, conhecido por RACHA, era muito simples. Após derrubar com machado um pé de angico, cortada em toras e rachados em tamanhos, mais ou menos iguais, o LENHADOR carregava numa carroça, puxada por cavalos, transportava até a cidade onde era vendida, ao milheiro, para as padarias e residências.Como naquela época não existia, por aqui, o fogão a gás a racha era um produto muito requisitado pelos moradores da cidade e o LENHADOR, normalmente um pequeno chacareiro, tinha na venda da racha sua principal fonte de renda. Hoje, apesar do uso comum do gás e da eletricidade, algumas famílias tradicionais de Porto Murtinho, não abrem mão do uso de uma boa lenha na churrasqueira ou no fogão a lenha.
Localização: Av. Rio Branco, s/n° - Centro

2.26- AVENIDA RIO BRANCO - Durante o período do ciclo da Erva-Mate no município de Porto Murtinho, a erva era colhida na região e trazida ao vilarejo por carreta de boi – ou as chamadas ALÇAPRIMAS. A partir de 30 km antes de se chegar à cidade, foi construída uma ferrovia para facilitar o transporte até a beira do rio. Essa ferrovia passava por onde se localiza hoje a Avenida Rio Branco que também é referência por ser endereço de vários monumentos históricos da cidade.
“Através dos monumentos históricos, somos convidados a refletir sobre a importância de repensar nossas atitudes contemplando nossa memória através das artes. O que se deseja é que ao se contemplar consigamos ver em cada um deles a inteligência, coragem e espírito de luta daqueles que souberam fazer de sua criatividade uma forma de vencer na vida.”


Informações:

SECRETARIA MUNICIPAL DE TURISMO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO

End.: Rua Pedro Celestino, s/nº - Centro
Fone: (67) 3287-4504
E-mail: setur_pm@hotmail.com